CAPITULO UM
Mais uma tarde de sexta tediosa, eu apenas mais uma
adolescente sem ter o que fazer da minha vida, nessa escola onde eu não me
encaixo. A chuva cai e eu aqui olhando as gotas de chuva cair, da janela do
segundo andar, enquanto o professor de Historia fala sobre a vida de um rei
egípcio, que não dou a mínima de quem seja. Que bom que já são quatro horas, e
daqui dez minutos vou para casa. Bom são dez longos minutos, para uma garota
que não tem amigos nesse lugar.
Essa já é a quinta escola que eu frequento só esse
ano, brigas ou discussões foram os motivos que eu fui expulsa, já que uma
Harris que se preze não fica calada com “intimidações”, mas ninguém quer saber
o meu lado da historia. Moro com meu tio e a minha tia, e é claro com um primo,
sim é um menino. Só moro com eles porque minha mãe morreu, mas acho que preciso
voltar mais para que vocês entendam.
Antes mesmo de nascer já fui um fardo, quando minha
mãe soube que estava gravida de mim meu pai mandou ela me abortar, já tinham
dois filhos. Ela disse que não iria abortar que eu era digna de vida, já que
todos têm direito de nascer, ele aceitou por um tempo ate descobrir que eu era
uma garota, minha família só tinha garotos antes de mim, mas minha mãe me
queria. Quando nasci mesmo não sendo desejada, todos ficaram felizes, nasci com
dois irmãos bem mais velhos que eu e que se importavam muito comigo, o mais
velho chamado Mark que tinha sete anos, e o do meio chamado Dylan tinha quatro.
Cresci em meio a minha mãe sendo fumante e o meu pai um bêbado. Quando fiz
cinco anos, minha mãe morreu queimada em um incêndio, provocado por ela ter
dormido com os cigarros acessos na cama. Fiquei dois anos com meus irmãos e o
meu pai bêbado. Quando fiz sete anos meu tio me trouxe para morar aqui em
Atlanta. E continuo por aqui, tenho dezesseis anos, cabelos longos e pretos com
meus olhinhos azuis. E contando os minutos para ir para casa. Ai que felicidade
o sinal.
Mr. Smith: Senhorita Harris, você não vai pra casa não querida.
- Senhor
Smith acha que tenho ideias avoadas.
Sair sem falar nada parece ser a melhor coisa a fazer,
porque se eu for falar algo vou ser expulsa. Não quero ser expulsa dessa
escola, minha tia disse que se fosse expulsa de outra escola iria pra uma
escola religiosa, melhor me comportar e ficar por aqui. Andar pelos corredores
vendo aquelas meninas com micro saias e ver meu primo e os amigos babando por
aquelas Putinhas, me da vergonha. Não sei como sou parente de um garoto que
liga tanto para a aparência e não para o conteúdo. Que bom que vou chegar em
casa e partir para casa dos meus irmãos.
Allen: Dona das frescurinhas- Meu primo é tão idiota.
Me esqueci de apresentar ele, mesmo não sendo
necessário apresentar. Esse Mané que me chamo de dona das frescurinhas é o
Allen que tem dezoito anos, minha tia devia estar drogada quando deu esse nome
pra ele. Loiro dos olhos azuis, que tem um sorriso de parar o transito, mas que
esta passando de ano por causa do conselho, é mais burro que uma porta. É a
segunda vez que ele esta fazendo o segundo ano.
Pegar o Ônibus nunca foi tão bom, o melhor é poder ir
ver os meus irmãos logo que eu chegar. O pior é a cara de merda que as meninas
fazem pra mim quando entro. O Allen pode ser idiota, mas me faz sentir muita
falta das brigas quando vou pra casa dos meus irmãos. Ufa, chegamos em casa.
Francis: Boa Tarde senhorita Chloe – A Francis é muito legal. Gostaria
de comer algo?– ela é a empregada da minha tia.
Chloe: Não, muito obrigada
quero ir para rodoviária, pra poder ir pra casa dos meus irmãos logo. – Não vejo a hora de chegar lá.
Sua tia pediu pra hora que
você chegasse ir ao escritório falar com ela – Affs só que me faltava, ela querer falar comigo essa
hora.
Vamos lá, falar com ela. Não quero que tenha nenhum
motivo para não poder ir para casa dos meus irmãos.
Chloe: Olá Roxie. Queria
falar comigo? –
Não a chamo de tia.
Roxie: Oi querida Chloe.
Tenho uma noticia para você, o Capitão Baker quer te conhecer por ser uma boa
aluna. – Meu tio é policial, e ele fala
muito de mim por ser a aluna nota A. E o Capitão Baker quer muito me conhecer.
Chloe: OHH, não acredito.
Mas obrigada Roxie, se for só isso vou subir arrumar minhas coisas para poder
ir à casa dos meus irmãos.
Roxie: Você não vai para
casa dos irmãos esse fim de semana querida. – Sua bruxa loira, com silicone e plástica.
Chloe: O que como assim
não vou para casa dos meus irmãos, eu estou esperando esse fim de semana a
meses. - Ai que ódio, essa bruaca...
Roxie: Esse sábado vai ter
o jantar de policias, e seu tio disse que você estaria lá. Porque querem
conhecer você.
Chloe: Está bem. – vou concordar e ligar pro meus irmãos para falar que
não vou mais. Posso ir pro meu quarto ou você tem algo a mais para me
comunicar?
Roxie: Pode ir sim
querida. Amanha vamos comprar o seu vestido para festa. – Ahh não acredito vestido.
Chloe: Preciso mesmo? - Eu realmente não quero
Roxie: Sim, precisa estar
maravilhosa.
Chloe: Okay, Roxie.
Quarto, querido quarto. O melhor é eu ter pegado o
sótão para ser meu quarto. É o maior quarto da casa, eu pedi para o meu tio
fazer modificações no meu quarto, o teto em cima da minha cama é de vidro, e é
muito legal dormir lá quando esta chovendo, e é claro um banheiro suíte só pra
mim. Ai como a tarde passou rápido, já são sete horas.
Roxie: Chloe desce para
jantar. – Ai como a Roxie é chata.
Chloe: Já vou! – Shorts, blusa do Nirvana e meia, meias Branca.
Trancar a porta do meu quarto, descer as escadas, e
ver o Allen saindo do quarto com uma blusa surrada, e de moletom e claro de
meias branca. Me sentia meio desconfortável nessa casa gigante antes, e achava
que essa mesa de jantar era muito grande.
Allen: Resolveu sair da
sua caverna Chloe. - Ai que beleza, mais uma vez me zoando.
Chloe: Hahaha Allen, muito
engraçado. – Ai que ódio que eu tenho dele às
vezes. Não tem nenhuma Messalina hoje querido?
Roxie: Vocês não acham
melhor nos só jantarmos?– Ohh Roxie, sim vamos jantar né.
Tom: BOA NOITE FAMILIA.
Roxie: Boa noite querido.
Allen: Olá pai, vou pro meu quarto trocar de roupa
para sair. – Não vou perder isso nesse momento para zua o Allen.
Roxie: Allen, você vai aonde? – Primeiro
ponto, para a Roxie.
Allen: Vou sair com uma amiga. – o Tom
perguntará quem é.
Tom: Quem é essa “Amiga”? – E eu vou
terminar essa conversa.
Chloe: É a Meretriz numero 4368, Tom.
Allen: Ate logo, não vou falar da minha vida pessoal
aqui. –
Ele não vai sair com ninguém.
O
Allen subiu trocar de roupa, e eu fiquei lá.
Tom: Chloe pensei que você iria ir para casa dos seus
irmãos. – Fiquei com um ódio grande naquele momento.
Chloe: A Roxie disse que o capitão iria querer me
conhecer. - já fiquei com mais raiva ainda.
Tom: Não querida, eu disse que você iria para a casa
dos seus irmãos e na segunda depois da escola iria lá para conhecê-lo. – Não vou falar
nada, relaxa, não xinga a Roxie.
Chloe: Ahh então você não prestou atenção direito né
Roxie. – ela é burra não sabe o que é sábado e segunda depois da escola.
Roxie: Amanhã cedo você pode ir para casa dos seus
irmãos. – poderia sim né querida, mas não vou você vai me aguentar.
Chloe: Não, vou ficar ai nos podemos ir comprar um
vestido lindo. - a odeio mais ainda. Vou pro meu quarto,
Boa Noite Tom e Roxie ate amanha.
Ai que ódio que eu tenho dela, ela falo que eu tinha
que ficar porque queriam me conhecer. Ela vai conhecer a minha mão na cara dela
logo. O Allen saiu, com quem eu vou conversar? Ninguém né. Acho que vou
assistir a um filme, mas um filme bom. Vou assistir O Colecionador de Corpos. 03h30min
da manha, veja o Allen chegou. Vamos lá descer para ver os estragos dessa
noite.
Allen: Oi Chloe, você esta
bem? – ele esta fedendo.
Chloe: Tem um pouco de
Allen nessa bebida. – ele precisava de um
banho e de vergonha na cara. Bebeu o que podia e o que não podia né, eca
você esta fedendo.
Allen: Fedendo, num to
não, to mó cheiroso. - ele realmente esta
bêbado.
Vamos dar banho nessa criança, a Roxie vai matar ele,
se ela acordar e ele estiver assim. Ele tem dezoito anos, mas ela o trata como
se só tivesse dez anos. Pronto banho e vou colocar ele na cama. Vou dormir
agora né, acho que fiquei esperando ele chegar para dormir.
